Poucos meses atrás escrevi um post entusiasmado sobre Linux Ricing. Desde então aprendi muito sobre o Linux e seu funcionamento e posso dizer sem medo que foi a melhor experiência que tive em 2025. Me adaptei rapidamente ao meu novo fluxo de trabalho focado em uso do teclado pra navegação usando o Hyprland. Mas então porque um post sobre adotar Ubuntu?
Arch Linux e Hyprland - os prós e os contras
O Arch Linux é uma distro sem comentários. Todos deveriam usar pelo menos uma vez nada vida. Ela te permite ter profundidade em diversos conhecimentos sobre seu sistema operacional. É algo realmente apaixonante. O que funcinou e o que não funcinou pra mim?
O que funcionou?
Com toda certeza o fluxo de trabalho focado no teclado do Hyprland e a facilidade para personalizar cada detalhe necessário. Para programar eu não tive nenhuma experiência minimamente parecida ainda.
O que não funcionou?
A Godot Engine. Veja bem, ela funcionou 99% do tempo bem mas principalmente o fato do Arch Linux utilizar rolling release me levou algumas vezes a alguns bugs desnecessários (por exemplo relacionados a Wayland e a libdecor). Não é nada grave mas me levou a perder tempo para entender do que se tratava o bug e procurar soluções de contorno. Obviamente esse incomodo tem origem na minha skill issue em lidar pela primeira vez com uma distro que utiliza rolling release. Mas foram esses problemas que me levaram a ter alguns pensamentos sobre ser pragmático na minha escolha.
Pragmatismo de escolha
Desenvolvendo na Godot, eu precisei tomar uma decisão: lidar com os eventuais problemas que podem surgir quando esta usando o estado da arte em termos de sistema operacioanal ou fazer uma escolha mais conservadora que prioriza a estabilidade do ambiente de desenvolvimento e testes.
Quando se esta desenvolvendo um jogo na Godot um jogo para PC, existem duas plataformas principais em que você precisa assegurar que seu jogo funciona bem: Windows e Linux.
Para testar minhas builds Windows eu reinstalei o Windows 11 (sad) e para as ser meu ambiente de desenvolvimente e testes do Linux eu preferi por adotar o Ubuntu. Sim, existem diversas opções de distros que se encaixariam aqui como Fedora, Debian, etc, mas escolhi o Ubuntu pela familiaridade com ele e porque eu realmente gosto do GNOME do Ubuntu (me julguem).
Obviamente que personalizei um pouco o Ubuntu para atender minhas necessidades mas tentei deixar tudo o mais vanilla possível para ter um ambiente bem neutro e estável para meus testes.
Outra decisão que tomei foi dar mais uma vez uma chance para o editor ZED. Eu uso a versão não stable do Neovim e por algumas vezes tenho que dar algumas manutenções nos plugins. Deixei o Neovim como um editor secundário e o ZED para programar e trabalhar com Godot.
Na minha cabeça essas decisões fazem sentido mas preciso ver se isso vai se traduzir em mais simplificidade no dia a dia.
Continuo adorando meu Neovim e Arch Linux, mas esse ano eu preciso ser pragmático para que meus planos funcionem.